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Margaret Hamilton - Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para as mulheres

março 24, 2016o¤° SORRISO °¤o


“Este é um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade”. Com esta célebre frase, Neil Armstrong, comandante da Missão Apolo 11, se eternizou sendo o primeiro ser humano a colocar os pés na Lua. A Águia pousou no dia 20 de julho de 1969, às 23:56, em pleno século 20. 

Mas, as coisas não foram tão simples assim. Para que o homem pisasse na Lua, foi preciso um toque feminino, mais precisamente de Margaret Hamilton que com seu software impediu que o pouso lunar fosse abortado, devido a uma falha no radar. 



Isso mesmo: abortado! Faltando apenas 3 minutos para a nave pousar, alarmes dispararam o que fez com que o computador ficasse sobrecarregado. Mas, devido a arquitetura de seu programa, o sistema fez com que as atividades prioritárias desativassem as atividades secundárias, ou seja, o sistema desconsiderou qualquer ação que não fosse pertinente ao pouso do módulo. O resto é história. Sucesso da missão!



Margaret Heafield Hamilton formou-se em matemática em 1958 e aos 24 anos começou a trabalhar no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts – universidade privada de pesquisa) como desenvolvedora de software no Laboratório Charles Draper

Com o Projeto Apollo em destaque, toda ajuda técnica estava sendo requisitada e a NASA, Agência para Exploração Espacial Americana, contratou uma equipe do MIT (do laboratório em que Margaret trabalhava) para desenvolver os softwares para a Apollo e colocou em prática vários conceitos criados pela própria Margaret que logo foi promovida a função de Diretora de Programação do Projeto Apollo (e, posteriormente, do projeto Skylab). Sua tarefa era programar a nave para aterrissar e navegar pela Lua; nada demais. Seu código colocou o Homem na Lua.



Margaret trabalhou em 60 projetos e 6 programas principais na NASA. Além dos programas e dos conceitos, ela criou e implementou a metodologia, a arquitetura e a modelagem que, inclusive, são aplicados aos softwares modernos. Seu legado é gigantesco.

Como reconhecimento, a NASA, em 2003, concedeu a Margaret o prêmio NASA Exceptional Space Act Award for Scientific and Technical Contributions, pelo desenvolvimento científico e pelas contribuições técnicas. Além de uma soma em dinheiro de US$37.200,00. Nada mal, hein!



Hoje, aos 79 anos, Margaret é CEO de sua própria empresa, a Hamilton Technologies, em Massachusetts, criada nos idos de 1986, perto do MIT, onde começou sua carreira. Nos anos 60, termos como Ciência da Computação e Engenharia de Software (esta última expressão criada por ela), sequer existiam, o que dirá cursos ou literatura sobre esses assuntos! O que existia era praticar ao mesmo tempo que se aprendia. E, Margaret já era uma cientista da computação e uma engenheira de software, o que seria, praticamente, difícil de imaginar num homem o que diria numa mulher. E trabalhando com sua filhinha de 4 anos, Lauren, a tiracolo, ela se destacou numa área que é, ainda hoje, predominantemente de homens. Puro pioneirismo! 

Lauren e Margaret, filha e mãe




Beijos mil! :-)
Criss


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Clarice Lispector


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